domingo, 26 de junho de 2011

Sendo assim... continuamos !!

Chão de mágoas.
(Adriano Mariussi Baumruck)

A fumaça do meu cigarro
Seca as lágrimas que caem
Gota após gota após gota
No chão asfaltado por momentos idos.

Eu piso sobre as poças de água.
Eu piso sobre os chicletes mascados.
Eu piso nas bitucas tragadas.
Eu piso no meu chão de mágoas.

Outro dia eu vi uma flor nascer na rua,
Mas diferentemente das outras vezes
Eu não me animei.
Vi em cada pétala que brotava
A metáfora comum
De um tempo sem futuro.

Por agora
Eu acendo outro cigarro
E caminho vida à dentro.


Um comentário:

  1. amargura e intensidade nos teus versos..
    beijos e linda semana..

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