domingo, 17 de abril de 2011

Mais um concretista!

Todo amor renasce um dia.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Tod
Amo
Ren
Asc
Eum
Dia
     .

domingo, 10 de abril de 2011

Signos em rotação.

Momento de nunca fé.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Nada num momento num café
É um momento de nunca fé.
Mas assim como a vida
Tudo faz parte de uma
Vegetação linguística
Luxuriosa e parasitada.

- Tiremos nossos chapéus!

domingo, 3 de abril de 2011

Reflexão de alta madrugada.

Silêncio móvel.
(Adriano Mariussi Baumruck)

É alta madrugada.
Abro a persiana.
Debruço na janela.
As luzes dos televisores que restam
Tingem as paredes sonolentas dos apartamentos
Acompanhando o silêncio móvel
Que ronda pelas ruas.

Os pneus rodam
Verde amarelo e os pneus cantam e o carro para.
Trinta segundos agonizantes com a luz vermelha
Encarando a lataria reluzente.
As rodas surdas cortejam a morte
Sublimada pelo sono de todos que dormem
Profundamente.
Após os trinta segundos agonizantes
O carro canta novamente
E a luz verde abre passagem
Para um momento que se vai.

Eu saio da janela outrora debruçada.
Apago a ponta de cigarro que me resta.
Caminho lentamente madrugada a dentro
E tento pela última vez cair nos braços de Morpheus
Ou de algo que o valha.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pedido de desculpas.

Gostaria de pedir desculpas pelo tempo que “abandonei” o Que letra é e os blogs amigos. Foram algumas semanas repletas de atividades, que nem tive tempo de respirar direito. Por isso, peço-lhes profundas desculpas!

Prometo voltar a visita-los e deixar comentários.

Agradeço a atenção, compreensão e comentários nos posts anteriores.

Atenciosamente.

Adriano Mariussi Bumruck.

domingo, 13 de março de 2011

Além da parede esburacada.

Lacunares.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Minha poesia é feita de buracos,
M_n_a p_e_i_ é _e_t_ d_ b_r_c_s
_i_h_ _o_s_a _ f_i_a _e _u_a_o_

Minha poesia é feita de buracos,

Minha poesia é feita de _______,
Minha poesia é feita __ _______,
Minha poesia é ___ __ ________,
Minha poesia _ ___ __ ________,
Minha _____ _ ___ __ ________,
_____ _____ _ ___ __ _________,

Minha poesia é feita de buracos,
De memórias
E de tempo
                  T
                     E
                        M
                            P
                               O
                                   ...

terça-feira, 8 de março de 2011

O poeta em seu castelo.

Com um toque de cinema italiano, lembrando-me especialmente os filmes do mestre Fellini, esse breve vídeo nos conduz ao castelo de um poeta que vivia seus sonhos, ladeados por uma ”vida inteira que podia ter sido e que não foi ”. Foi poeta, e isso basta.



(Adriano Mariussi Baumruck)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

São as marcas no corpo.

As cicatrizes que carregamos.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Somos nós e as cicatrizes que carregamos;
Somos nós e os espaços vazios, tão cheios de saudades.
Somos nós e as noites, sempre frias e melancólicas
E no final de tudo
Somos nós e nossas memórias,
Além das cicatrizes que carregamos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nada além dos sons.

O som lido.
(Adriano Mariussi Baumruck)

O
O som
O som lido
O som lido não
O som lido não significa
O som lido não significa nada
O som lido não significa
O som lido não
O som lido
O som
O

- O som lido não significa nada
Além do som.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Entre quatro paredes.

Emparedado.
(Adriano Mariussi Baumruck).

Minha vida
Por dentro
É parede:
Reta,
Quieta
E pintada
Com tintas
Temporais.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Foi-se...

Indiferença.
(Adriano Mariussi Baumruck).

Não é amor;
Não é mais saudade;
Não é mais dor,
Nem é mais felicidade.

Não é embriaguez,
Nem é mais sobriedade;
Não é mais lucidez,
Nem é mais felicidade.

É apenas um pensamento,
Uma memória passageira
Que dói por um momento.

É apenas um pensamento,
Que dói por um momento,
Mas que logo vai-se com o tempo.