terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eu e você somos nada!!

O que eu gostaria.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Eu gostaria de ter a força
Para poder parar o tempo;
Para poder ficar ao seu lado
Sem desperdiçar nenhuma gota.

Eu gostaria de dançar com a morte,
Eu gostaria de festejar a vida,
Eu gostaria de ser feliz
E não mentir.

Eu gostaria de ser um pouco para você
Da quilo que você é para mim;
Eu gostaria de mudar os papéis
E poder te entender.

Eu gostaria de enganar o mundo,
De vestir as máscaras
E de brincar o carnaval.
Eu gostaria de ser feliz.

Eu gostaria de saber seu nome,
De saber seu telefone,
Para nas noites de desilusão
Te ligar alucinado.

Eu gostaria de não ser clichê,
De ter sonhos e ideais,
De te ignorar assim que te vejo
E de ser igual a você.

Eu gostaria de ser uma migalha
Daquilo que você diz que eu sou;
Eu gostaria de concluir que no final,
Eu sou você.



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

SickSickSick !!!

Amor, a morte, a morfina...
(Adriano Mariussi Baumruck)

Amor
A morte
A morfina
Amor fino

Amor: fina morte minha
Que me anestesia
E que me alivia
A dor da vida.

Amor
A morte
A morfina
Amor fino

Amor: fino trato do destino
Que seda e seduz a morte,
Antes que ela saiba de fato
O que é a vida.

Amor
A morte
A morfina
Amor fino

Amor meu,
Tu és a minha morte,
Tu és minha morfina,
Sem o trato fino da vida,
Deixo-te em paz.

sábado, 9 de outubro de 2010

Pequenas coisas – 4.

Camadas retintas de sentimentos.
(Adriano Mariussi Baumruck)


Texto dedicado aos tristes.

Eu sempre gostei da madrugada. O silêncio; meus medos; minhas angústias; meus pensamentos... tudo vêm me fazer companhia enquanto o sono não me abraça e minha cabeça não para de trabalhar.

É nesse período que pontuo tudo o que aconteceu em meu dia. É verdade que meus dias são, em sua maioria, desagradavelmente calmos e rotineiros; mas sempre ( sem exceção) existem as angústias e descontentamentos, seja por um pensamento perdido em meio ao tédio, ou por um olhar perdido na rua.

Muitos me dizem para aproveitar mais as coisas que o dia tem para oferecer, mas eu quase sempre as recuso. Sou melancólico por natureza, e isso é condenado pela nossa sociedade.Vivemos um tempo de cores e de falsas alegrias. Já que das cores, a que mais me apraz é o preto, prefiro optar pela minha tristeza.

Sempre fui assim: triste e alegre; sempre me identifiquei com a figura do palhaço, que por detrás das retintas camadas de felicidade, esconde alguém que sofre.

Não sei porque esconder a tristeza, haja vista que ela é o sentimento mais natural que temos, pois, assim como tudo na vida, a felicidade oscila entre a sua existência e a sua inexistência; e nessa música, a única coisa que valsa é esse nobre sentimento.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Modernidade ??

Eu queria ser moderno.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Eu queria ser moderno
E não temer a solidão
Gostaria de saber a solução
Para todo o medo eterno.

Eu queria ser moderno
E tatuar você na pele
E depois, como quem muda de terno
Tatuar um outro alguém.

Eu queria ser moderno
Para poder entender
Tudo o que eu queria

Para entender você
Para entender a agonia
E tudo o que eu penso.

Eu queria ser moderno
E esquecer rapidamente
Quem me fez tanto bem
E foi-se com outro.

Eu queria ser moderno
E achar tudo isso normal,
Mas infelizmente
Não dá!

sábado, 2 de outubro de 2010

Assombrações II.

Seus fantasmas.
(Adriano Mariussi Baumruck)

- Seus fantasmas insistem em me atormentar nessa noite solitária:

A lembrança de seus beijos,
De seu colo e de seu peito acelerado;
De sua língua e de nossas mãos,
Fazem minha solidão
Se espalhar de dentro para fora.

Seus gemidos me atordoam
E me amarram
À sonhos inúteis que me matam
Sempre que se realizam.

Se eu pudesse,
Passaria a eternidade
Somente te olhando,
Para assim poder ver você
Se desfazer com o tempo,
Com meus pensamentos
E a minha vontade.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Querer mas não querer.

Toda vez que te vejo.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Aprendi a decantar idéias com o tempo;
Aprendi que não posso mudar as coisas
Antes de me mudar.
Aprendi a escrever histórias,
A plantar idéias
E a colher sonhos.
Mas estou aprendendo,
Gradativamente, a te esquecer
Toda vez que te vejo.

Aprendi que cada pessoa tem uma vida
Antes de fazer parte das outras vidas.
Por isso, recolho minha pretensão
E minha soberba e tento me acostumar.
Sei que não irei mudar-te.
Frustração.
Mas saiba que você me mudou:
Cortou minha carne; meu rosto
E foi embora.
Mas tudo bem, pois aprendi
A te esquecer
Toda vez que te vejo.

Não necessito mais da sua presença;
Aprendi a conviver com a solidão.
Mas... não quero que você se afaste.
Não quero perdê-la!
Não sei se existirei sem você,
Mas não quero mais.
Não consigo parar de me machucar.
É compulsivo:
Seu beijo é meu veneno e meu bálsamo.
Cada pensamento obsessivo
Que eu tenho;
Cada vontade de te matar;
Cada vontade de me matar
E acabar com tudo
Já fazem parte de mim.
É compulsivo.

Não irei jamais te esquecer!
Você já faz parte de mim,
E mesmo que eu,
Ou você não queira,
Assim o é.

- Não são pessoas nem atos isolados que me fazem escrever, mas sim idéias que insistem em me atormentar toda noite.
Devo esquecê-las?
Acho que não, pois aprendi a conviver com elas e a uma altura dessas, já fazem parte de mim.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Seu nome.

Seu nome em meu braço.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Escrevo seu nome em meu braço,
Mas depois apago,
Pois aprendi a viver solitário
Com o meu mundo.

E assim, faço de teu corpo
Meu conto,
De amores e desilusões,
De felicidades e superstições.

Escreva meu nome em seu braço
Para guardar para sempre
Um momento qualquer.

Escreva meu nome em seu braço,
Cicatrize-o e depois se lembre
De um momento qualquer.

Escrevo seu nome em meu corpo
E depois jogo-o fora.
Amputo minha alma e meus sentimentos
Desse corpo febril.

Doença contagiosa que é o seu amor,
Me causou dor e desilusão:
Sentimentos adversos,
Mas verdadeiros.

Escreva meu nome em qualquer parede
Com sangue ou fezes,
Mas lembre de mim,

Pois eu continuarei a escrever seu nome
Nas paredes da minha vida
E em todos os meus sonhos.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Deprê...

Hoje eu preferia que você estivesse morta.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Hoje eu preferia que você estivesse morta,
Que a minha face fosse a mesma,
Que minha alma não tivesse esse corte
E que a minha angústia não tivesse esse porte.

Hoje eu preferia que você estivesse morta
Junto com o meu corpo: cortado e aberto;
Junto com toda minha angústia: apnéia;
Junto com todo esse desejo.

Gostaria de morrer lentamente;
De te matar calmamente;
Sem te deixar fugir.

Gostaria de morrer lentamente;
De te matar eternamente,
Sem te deixar morrer.

Eu consumo o veneno que existe em ti
E me lambuzo em seus pecados,
Aproveitando cada gota hesitante
Dos seus momentos finitos.

Me suicido cada vez que te vejo
E com isso aumenta meu desejo,
De grudar meu rosto no seu
E rasgar toda a carne do céu.

Hoje eu gostaria que você estivesse morta
Sem nenhuma dor,
Nem amor.

Hoje eu gostaria que você estivesse morta,
Para curar assim a sua ausência
E essa abstinência.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mais uma dose!!!

Embriagado de poesia.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Escrevo meu verso pobre
Nessa noite quente
Esperando assim
Curar a minha insônia
E agonizando enquanto você não vem.

Clamo por um beijo seu,
Assim como um moribundo
Clama para que ouçam suas palavras
Na hora em que nada mais lhe resta.

Escrevo alucinadamente:
Verso após verso...
Vendo as horas passarem
Lentamente.

Alguma hora vou dormir embriagado de poesia
E assim irei sonhar com você,
Oh musa infernal!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Lendo você.

Você ao ler poemas.
(Adriano Mariussi Baumruck)

Você ao ler poemas,
Me retira da realidade ingrata
E me coloca no mundo das palavras
Adocicadas pela sua voz.

Cada sílaba, cada entonação
Dita lentamente, ressoa
Na memória infinita
De um contexto que passou.

Tua voz erradia a verdade
Que se encontra presa
Dentro de cada poesia.

Tua forma, mesmo que errada,
Mostra a verdade presa
Dentro de cada poesia.